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A arte de resolver conflitos

O trem atravessava sacolejando os subúrbios de uma aldeia numa modorrenta manhã de inverno. Um dos vagões estava quase vazio: apenas algumas mulheres e idosos e um jovem lutador de Artes Marciais. O jovem olhava, distraído, pela janela, a monotonia das casas sempre iguais e dos arbustos cobertos de poeira. O frio...
 
Chegando a uma estação as portas se abriram e, de repente, a quietude foi rompida por um homem que entrou cambaleando, gritando com violência palavras sem nexo. Era um homem forte, com roupas de operário. Estava bêbado e imundo. Aos berros, empurrou uma mulher que carregava um bebê ao colo e ela caiu sobre uma poltrona vazia. Felizmente nada aconteceu ao bebê.
 
O operário furioso agarrou a haste de metal no meio do vagão e tentou arrancá-la. Dava para ver que uma das suas mãos estava ferida e sangrava. O trem seguiu em frente, com os passageiros paralisados de medo e o jovem se levantou. O lutador estava em excelente forma física. Treinava oito horas todos os dias, há quase três anos.
 
Gostava de lutar e se considerava bom de briga. O problema é que suas habilidades marciais nunca haviam sido testadas em um combate de verdade. Os alunos são proibidos de lutar, pois sabem que Aikidô é a arte da reconciliação.
Aquele cuja mente deseja brigar perdeu o elo com o universo - Por isso o jovem sempre evitava envolver-se em brigas, mas no fundo do coração, porém, desejava uma oportunidade legítima em que pudesse salvar os inocentes, destruindo os culpados.
Chegou o dia! Pensou consigo mesmo. Há pessoas correndo perigo e se eu não fizer alguma coisa é bem possível que elas acabem se ferindo. O jovem se levantou e o bêbado percebeu a chance de canalizar sua ira.
Ah! Rugiu ele. Um valentão! Você está precisando de uma lição de boas maneiras! - O jovem lançou-lhe um olhar de desprezo. Pretendia acabar com a sua raça, mas precisava esperar que ele o agredisse primeiro, por isso o provocou de forma insolente.
Agora chega! Gritou o bêbado. Você vai levar uma lição. E se preparou para atacar.
 Mas, antes que ele pudesse se mexer, alguém deu um grito: Hei!
 
O jovem e o bêbado olharam para um velhinho japonês que estava sentado em um dos bancos.  Aquele minúsculo senhor vestia um quimono impecável e devia ter mais de setenta anos... Não deu a menor atenção ao jovem, mas sorriu com alegria para o operário, como se tivesse um importante segredo para lhe contar.
Venha aqui disse o velhinho, num tom coloquial e amistoso. Venha conversar comigo insistiu, chamando-o com um aceno de mão. O homenzarrão obedeceu, mas perguntou com aspereza: por que diabos vou conversar com você?
O velhinho continuou sorrindo. O que você andou bebendo? Perguntou, com olhar interessado.
Saquê rosnou de volta o operário e não é da sua conta!
Com muita ternura, o velhinho começou a falar da sua vida, do afeto que sentia pela esposa, das noites que sentavam num velho banco de madeira, no jardim, um ao lado do outro. Ficamos olhando o pôr-do-sol e vendo como vai indo o nosso caquizeiro, comentou o velho mestre.
Pouco a pouco o operário foi relaxando e disse: é, é bom. Eu também gosto de caqui... São deliciosos concordou o velho, sorrindo. E tenho certeza de que você também tem uma ótima esposa. Não, falou o operário. Minha esposa morreu.
Suavemente, acompanhando o balanço do trem, aquele homenzarrão começou a chorar. Eu não tenho esposa, não tenho casa, não tenho emprego. Eu só tenho vergonha de mim mesmo.
Lágrimas escorriam pelo seu rosto. E o jovem estava lá, com toda sua inocência juvenil, com toda a sua vontade de tornar o mundo melhor para se viver, sentindo-se, de repente, o pior dos homens.
O trem chegou à estação e o jovem desceu. Voltou-se para dar uma última olhada. O operário escarrapachara-se no banco e deitara a cabeça no colo do velhinho, que afagava com ternura seus cabelos emaranhados e sebosos.
Enquanto o trem se afastava, o jovem ficou meditando... O que pretendia resolver pela força foi alcançado com algumas palavras meigas. E aprendeu, através de uma lição viva, a arte de resolver conflitos.
 
 
Terry Dob
 
 

A Obsessão pelo Melhor

Estamos obcecados com "o melhor".
Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
Bom não basta.
O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.
Novas marcas surgem a todo instante.
Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.
Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.
Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.
Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
A casa que é pequena, mas nos acolhe.
O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.
A TV que está velha, mas nunca deu defeito.
O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".
As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo...
O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.
O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?
Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?

Leila Ferreira

Não se economize

Por: Luiz Carlos Marins

O tempo atual é dos comprometidos com aquilo que fazem. E não importa muito o que façam. Vejo, com pesar, pessoas, que literalmente se economizam o tempo todo. Parece que não querem gastar-se. Parece que não querem doar-se àquilo que fazem. Essas pessoas jamais terão sucesso algum. Jamais experimentarão o prazer de serem avaliadas positivamente.
Você conhece funcionários que ficam procurando maneiras de fazer coisas pelo caminho mais fácil, menos comprometido? Você conhece funcionários que ficam o tempo todo olhando no relógio para ver quando terminará o expediente para ir embora para casa o mais rápido possível? Você conhece pessoas que sempre dizem que não tem tempo pra anda? Você conhece pessoas que não participam de nada em suas comunidades para não se envolver em coisas que “dão trabalho”? Você conhece pessoas que só criticam os que fazem alguma coisa dizendo que “ele ou ela” só quer aparecer...?
Eu conheço muita gente assim. Tenho pena dessa gente.
Conheço, igualmente, pessoas que se “economizam” até com relação à família, à esposa, ao marido, aos filhos. Não passeiam, não vão ao cinema, ao teatro, ficam “trancadas” dentro de casa...
Quanto mais uma pessoa se economiza, mais os outros a economizarão, não contando a elas, não as envolvendo nas decisões, perdendo, enfim, tempo com elas. E assim elas vão ficando cada vez mais “por fora” ou alheias a tudo o que acontece e, é lógico, serão logo esquecidas nas promoções, nas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
Gostaria de sugerir que você fizesse uma auto-análise e visse se você também está incorrendo neste grave erro de economizar-se.





Filho girassol e filho miosótis

O girassol é flor duradoura que enfrenta até a mais violenta intempérie e acaba sobrevivendo. Ela quer luz e espaço e em busca desses objetivos, seu corpo se contorce o dia inteiro.
O girassol aprendeu a viver com o sol e por isso é forte.
Já o miosótis é plantinha linda, mas que exige muito mais cuidado. Gosta mais de estufa.
O girassol se vira… e como se vira!
O miosótis quando se vira, vira errado. Precisa de atenção redobrada.
Há filhos girassóis e filhos miosótis.

Os primeiros resistem a qualquer crise: descobrem um jeito de viver bem, sem ajuda.
As mães chegam a reclamar da independência desses meninos e meninas, tal a sua capacidade de enfrentar problemas e sair-se bem.
Por outro lado, há filhos e filhas miosótis, que sempre precisam de atenção. Todo cuidado é pouco diante deles.
Reagem com medo, melindram-se, são mais egoístas que os demais, ou às vezes, mais generosos e ao mesmo tempo tímidos, caladões, encurralados.
Eles estão sempre precisando de cuidados.
O papel dos pais é o mesmo do jardineiro que sabe das necessidades de cada flor, incentiva ou poda na hora certa.
De qualquer modo fique atento. Não é uma tarefa fácil...por isso ouça o seu coração!
Não abandone demais os seus girassóis porque eles também precisam de carinho e atenção…e não proteja demais os seus miosótis porque eles precisam crescer e aprender a caminhar sozinhos!
As rédeas permanecem com vocês… mas também a tesoura e o regador.
Não negue, mas não dêem tudo que eles querem: a falta e o excesso de cuidado podem matar as plantas…ou impedi-las de serem felizes, do jeitinho que são. Afinal, todos os filhos são singulares e muito, muito especiais!
Andréa Andrade - Psicóloga

Você tem experiência?

Num processo de seleção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder a seguinte pergunta:

"Você tem experiência?" A redação abaixo foi desenvolvida por um dos candidatos.
Ele foi aprovado e seu texto está fazendo sucesso, e ele com certeza será sempre lembrado por sua criatividade, sua poesia, e acima de tudo por sua alma.

REDAÇÃO VENCEDORA:

Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Já confundi sentimentos.

Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre"  pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita:"Qual sua experiência? "Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência... Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não! Talvez eles não saibam ainda colher sonhos! Agora gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta: "Experiência? Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?"

O que significa trabalho em equipe

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Correu ao curral da fazenda advertindo a todos:

- Há uma ratoeira na casa! Há uma ratoeira na casa!

A galinha disse:

-Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi então até o porco e disse:

-Senhor porco, há uma ratoeira na casa, uma ratoeira...

O porco disse:

-Desculpe-me senhor Rato, mas não a nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que eu vou lembrar-me do senhor nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca.

A vaca lhe disse:

-O que senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso eu estou em perigo?

-Acho que não senhora vaca... Respondeu o rato.

Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro sozinho.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando a sua vitima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que tinha pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher.

O fazendeiro a levou imediatamente para o hospital. Ela voltou com febre.

Para amenizar uma febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o seu ingrediente principal, a galinha.

Como a doença da mulher continuava, os parentes, amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo.

Muita gente veio para o funeral e o fazendeiro teve que sacrificar a vaca para poder alimentar todo aquele povo.



MORAL DA HISTÓRIA



Na próxima vez que ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembrem-se que quando existe uma ratoeira, todos correm risco.



“Quando convivemos em equipe, o problema de um, é problema de todos”




Metas


Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com as pessoas, terá que dedicar a isso, superar o cansaço, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser uma profissão gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo. O sucesso é construído à noite!! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados da maioria.

Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que outros estão tomando chope com batata frita. Terá de planejar, enquanto os outros estão na frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas, toda mágica é ilusão. A ilusão não tira ninguém de onde está. Ilusão é combustível de perdedores. 

“Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio.

Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa”.


Roberto Shinyashiki


Acreditar na vida

É ter esperança no amanhã

Saber que após a noite, vem o dia

Viver intensamente as emoções

Respeitar o próximo

Ser espontâneo

Apreciar o nascer e o pôr-do-sol

Amar as pessoas

Aproveitar todos os momentos

Rir e vencer a tristeza

Confiar na intuição

Perdoar as pessoas

Estimular a criatividade

Brincar como uma criança

Chorar de felicidade

Deixar para lá...

Ter pensamentos positivos

Ser sincero

Encontrar a felicidade nas pequenas coisas

Entender que somos pessoas únicas

Não se apegar a bens materiais

Enxergar além das aparências

Descobrir que precisamos uns dos outros

Buscar novos horizontes

Perceber que somos humanos

Ver a beleza da alma

Sair da passividade

Não adiar as decisões

Deixar acontecer...

Adorar o calor humano

Curtir pequenas vitórias

Viver apaixonado pela vida

Entender que há limites

Ver a vida com outros olhos

Ter auto-estima

Colocar sua energia em tudo que realizar

Só se arrepender do que não fez

Emanar vibrações de amor

Melhorar os relacionamentos

Aproveitar as oportunidades

Ouvir o coração e...

Acreditar na Vida!!!


Não te amo mais


Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

(Obs importante: Apesar deste poema já estar cadastrado, vale ressaltar que sua leitura é feita de ordem inversa, ou seja de baixo para cima - ocorre duas interpretações distintas conforme o fluxo da leitura)

Refletir sobre a vida faz parte...mas às vezes cansa!
Temos que pensar em tanta coisa: família, filhos, trabalho, estudo, lazer, saúde...
Enfim, é coisa que não acaba mais.
Mas, fazer o quê???
Pensar e pensar...
E quando a gente pensa muito dá uma vontade de chorar, sorrir, cantar, dormir...
Sei lá...fugir do pensamento ou continuar pensando.

Andréa Andrade

Somos inteiros ou fragmentos...

Pense na correria do seu dia-a-dia...
Desacelere o passo por um instante e você perceberá que muitas vezes você é mais um dentre tantos maratonistas que vemos por aí. Sempre correndo, sempre tentando encaixar o tempo para tudo o que se quer fazer. E o pior, muitas vezes não sabendo nem para onde se está indo.
Mas a verdade é uma só! Fazemos a maior parte das coisas por fragmentos. Não sabemos criar nossos momentos especiais, únicos. Os momentos em que você deve sentir que não existe mais nada além daquilo. É largar preocupações, ansiedades ou qualquer outro sentimento ligado a um tempo que não existe. Não existe afinal, futuro ou passado. Você está aqui, agora, perceba!
Muitos colocam a desculpa nos momentos difíceis e que diante desses não é possível deixar de se preocupar. E quando você chega em casa, o seu local de descanso, você acessa seu momento especial? Você é capaz de dar risada junto com seu filho? Abraçar seu companheiro ou companheira... Conversar com as pessoas sem ter que ligar a tv? Prestar verdadeiramente atenção naquilo que você faz, naquilo que você diz, naquilo que você ouve, naquilo que você é? Com a desculpa de atender tantos pedidos externos, você muitas vezes se esquece de você mesmo.
Fazer de cada instante um momento especial, colocar a mente e a atenção em cada segundo, aprender, sentir cada situação e cada pessoa. Saber que estamos vivendo e não somente existindo. É simples assim! Faça o que estiver fazendo de forma inteira.
Seja inteiro para as pessoas com quem convive! Deixe as pessoas conhecê-lo de forma completa! Abrace de forma completa, beije de forma completa, ame de forma completa, escute de forma completa! Trabalhe de forma completa, ria, chore, de forma completa! Sinta a vida através de todos os seus sentidos! Sinta o gosto, o calor, o toque de todas as coisas....
Se você parar um pouco, o mundo não atropelará você! É apenas a sua mente quem deu permissão para que isso acontecesse!!! Dê funcionalidade para a sua vida. Reduza o passo! Saiba fazer bem, mesmo poucas coisas que você fizer. Dê conta do que você faz! Tire o peso dos seus ombros e coloque mais felicidade nas suas relações.
Eliminando coisas que não servem mais em nossa jornada (e por vezes, são muitas), poderemos esvaziar. E leves, poderemos fluir com o grande rio da vida, atentos a todos os "presentes" que nos são dados diariamente.

Andréa Andrade
Psicóloga

Solidão

Alguma vez você já se sentiu só?
Você já procurou entrar fundo nesse sentimento de solidão para perceber o que acontece?

No vocabulário de língua portuguesa a palavra "solidão" significa: estado de quem se sente ou está só.
A solidão é um estado interno, a princípio um sentimento de que algo ou alguém está faltando.
Atualmente, existem em algumas cidades muitas pessoas que já moram só e que apresentam um a vida bastante independente. Não podemos dizer que são pessoas solitárias, desde que elas se sintam em paz com essa situação. Entretanto, o que se mostra é que o sentimento de solidão pode estar presente em qualquer lugar ou situação. A pessoa pode sentir solidão durante uma festa com os amigos, no trabalho e até mesmo dentro de casa com a própria família.
Cada ser humano vem sozinho ao mundo, atravessa pela vida como uma pessoa separada e morre finalmente sozinho. As fases de passagem pela vida física e para além dela trazem muitas experiências, onde tudo é passageiro e impermanente. As situações, os encontros e os fatos da vida surgem, permanecem por algum tempo e se vão.
Portanto, procure refletir quando estiver sentido solidão. Com o que você ainda está resistindo no seu momento atual? Existe algo que precisa partir e você ainda não percebeu ou não aceitou essa possibilidade?
A idéia da separação e do estar só é apenas uma ilusão, pois nada se vai totalmente e nada está separado. Ficará sempre a lembrança no qual contém toda a experiência e vivência ocorrida o que é muito rico.
Perceber que você está se sentindo só é muito importante para o seu crescimento. Utilize desse sentimento como uma alavanca para assumir plenamente a sua vida, para agir a partir de si, fortalecer a sua base e seguir em frente, manifestando a sua própria força dentro dos seus objetivos.
Tenha a sua própria companhia, dê atenção, escute, e acolha aquilo que você é e manifesta. Seja o seu melhor amigo. A partir de então, você perceberá que a solidão deixará de existir naturalmente. 

Elaine Lilli Fong

O que é felicidade?

A conquista da felicidade vem no aprendizado diário de viver sabendo aceitar e expressar os desejos e sentimentos, construindo os próprios projetos de vida e empenhando-se para realizá-los. Um sentimento que expressa de alguma forma, satisfação em ter uma necessidade saciada, um projeto realizado.
Compreender essa sensação, é saber individualizar no universo pessoal, pois o que é motivo de felicidade para uns, pode ser de infelicidade para outros. É um sentimento que pode diferenciar em cada instante tendo significados diferentes.
Depende de cada um, sabendo que só conta consigo mesmo para realizar seus desejos, vontades e projetos. A procura do autoconhecimento ajuda na transformação de desejos em vontade e da vontade em projeto de vida. Aprendendo a ser responsável pelas próprias escolhas, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o gosto das conquistas e vitórias.
Os acomodados, conformam-se com o porto seguro, na falsa certeza de não arriscar, porque a busca do desconhecido, é sempre arriscada e menos estática. E assim, vivem uma felicidade aparente, deixando de buscar e conhecer a sensação da felicidade pela vitória. São derrotados por si mesmo, deixando de assumir novos papeis, conformam-se com a monotonia.
Por não suportar a frustração da derrota, por um objetivo não alcançado, por um sonho não realizado..., não compete, não tem objetivos, não sonha. Tem ainda aquele que inicia sua meta sendo um faxineiro, mas decide conquistar a chefia. E se consegue alcançar, na sua busca, a vice-presidência, já é motivo de frustração e infelicidade, por não ter chegado ao ponto mais alto.
Os invejosos destroem, menosprezam a vitória do outro, porque assim, deixam de olhar para si, e ver que para eles faltou a coragem e a força do outro.
É muito bom que as pessoas saibam quem são, reconheçam seus interesses, sua capacidade, e não queiram colocar uma máscara, quando, na verdade, a vontade é de jogar tudo para o alto e tentar outra forma de vida.
Pessoas felizes chamam atenção, são admiradas, tem um brilho diferente. Mas, isso não significa que enquanto é aplaudido, admirado e chama atenção, é feliz. Pode estar aí, a defesa contra uma autoavaliação. Contentar e agradar aos outros, não é o mesmo que agradar e contentar a si mesmo. A vocação e habilidade são individuais. Assim como a sensação de felicidade também é individual.
A felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz. A busca é por momentos e sensação de felicidade.
Descobrindo suas necessidades, suas metas, como e quando alcançá-las, saber reconhecer seus limites, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo diferenciar você do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a você criar a sua receita e escrever o seu manual, do que é a SUA sensação de felicidade!

Márcia Homem de Mello

Sociedade inclusiva

Muitos de nós denominam a pessoa que possui alguma deficiência como portador de necessidades especiais. Essa denominação não é completamente correta. Pessoas com necessidades especiais são todas aquelas que necessitam de adaptações para realizarem tarefas cotidianas. Há quem acredite que a pessoa com deficiência seja incapaz, devido a suas limitações. Porém, assim como todos nós, as pessoas com deficiência apresentam dificuldades e qualidades. Portanto, a legislação assegura à pessoa com deficiência todos os direitos fundamentais, além de possibilidades de adaptações físicas, espaciais, instrumentais e tecnológicas que facilitem a execução de tarefas.
Diante de tantas mudanças que hoje vemos ocorrer na sociedade, surge um novo movimento, o da inclusão, consequência da visão de um mundo democrático, no qual pretendemos respeitar direitos e deveres. A limitação da pessoa não diminui seus direitos: é cidadã e faz parte da sociedade como qualquer outra. Chegou o momento de a sociedade preparar-se para lidar com a diversidade humana.
Todas as pessoas devem ser respeitadas, não importa o sexo, a idade, as origens étnicas, a orientação sexual ou as deficiências. Uma sociedade aberta a todos, que estimula a participação de cada um, aprecia as diferentes experiências humanas e reconhece o potencial de todo cidadão é denominada sociedade inclusiva.
A sociedade inclusiva tem como objetivo principal oferecer oportunidades iguais para que cada pessoa seja autônoma e autodeterminada. Esse processo democrático constitui-se no reconhecimento que todos os seres humanos são livres, iguais e têm o direito de exercer sua cidadania. Para que uma sociedade se torne inclusiva, é preciso cooperar com o esforço coletivo de sujeitos que dialogam em busca do respeito, da liberdade e da igualdade. Portanto, é dever de todos nós fornecer mecanismos para que todos possam ser incluídos.

Cartilha: Direitos da Pessoa com Deficiência

PUC Minas








MUDE

Por Clarice Lispector

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outra ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outro ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente pela praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma do outro lado da cama...
depois procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
Compre outros jornais...
Leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
Numa outra língua.

Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
Escolha comidas diferentes,
Novos temperos, novas cores,
Novas delícias.

Tente o novo todo dia.
O novo lado,
O novo método,
O novo sabor,
O novo jeito,
O novo prazer, o novo amor.
A nova vida.

Tente
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
Vá a outros restaurantes,
Tome outro tipo de bebida
Compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
Jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado...
Outra marca de sabonete,
Outro creme dental...
Tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais,
De modos diferentes.


Troque de bolsa,
De carteira,
De malas,
Troque de carro,
Compre novos óculos,
Escreva outras poesias.


Jogue fora os velhos relógios
Quebre delicadamente
Esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas,
Outros cabeleireiros,
Outros teatros, visite novos museus.

Se você não encontrar razão para ser
Livre,
Invente-as
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem
Despretensiosa,
Longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente
Mude, de novo.
Experimente outra vez.


Você certamente conhecerá coisas melhores
E coisas piores do que as já conhecidas,
Mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
O movimento
O dinamismo,
A energia.
Só o que está morto não muda!!

Repito por pura alegria de viver:
A salvação é pelo risco, sem o qual

Não vale a pena!!!!




Continuidade

Existe um fator chamado continuidade que, por falta de auto educação e costumes, esquecemos completamente. Sem ela toda a nossa história pode se tornar duvidosa. Todas as nossas obras podem virar cinzas...A falta de continuidade em nossos projetos de vida tem causado desastres.
Continuidade é ter começo, meio e fim, com disciplina e alegria. Não basta organizar, planejar, mandar fazer ou executar. Se não houver continuidade no processo, esqueça!! Tudo vai por água abaixo... Todos nós costumamos subestimar o pequeno, o mínimo, o centavo, os detalhes... A continuidade é o cimento de toda a nossa construção. Ela traz respeito e segurança pessoal. Tudo na natureza tem uma seqüência harmoniosa. É o que chamamos de "cadeia circular". Todos os nossos projetos de vida, para serem duradouros, exigem continuidade. Ela é decisiva para o nosso sucesso. Quando recuamos dos nossos objetivos, sem motivo justo e verdadeiro, o fracasso vem bater em nossa porta. A continuidade traz alicerces em nossas vidas, constrói a tenacidade, nos edifica com solidez de caráter e estimula a força de vontade. A continuidade exige ações, persistência no tempo e ordem no espaço. Lembre-se: continuidade é simplesmente ter começo, meio e fim, administrando adversidades.

(Texto adaptado de Paulo Zabeu)